Como é que o povo chega ao meu blog???

janeiro 4, 2010


Todo mundo que administra ou administrou um blog já deve ter se perguntado isso alguma vez. Afinal, por mais que a gente tenha conhecimento de amigos e parentes que frequentam regularmente a sua página, sempre aparece um comentário ou outro de um desconhecido que descobriu seu blog clicando em algum canto da internet, seja por meio de um link ou, como ocorre mais frequentemente, através dos sites de busca.

Para minha supresa e satisfação, a WordPress dispõe para o usuário um setor de estatísticas onde o administrador consegue obter esta resposta e muitas outras, como número de visitas por dia, post mais visualizado no período, ou os mais comentados etc etc etc. Aí, fuçando um pouco este setor, dei boas risadas com um serviço específico deles que mostra o termo utilizados pelo visitante para buscar o que ele queria e que acabou levando-o para a minha página. Resumindo, é o termo ou a frase que o internauta digitou lá no Google na hora da pesquisa que ele pretendia fazer. Selecionei algumas dessas e resolvi compartilhar com vocês. Divirtam-se!

“rastafari” – foi o termo mais pesquisado. Mais de 80 vezes! Muita gente procurando Jah na web.

“estilo de vida rastafari” – esse tava buscando algo mais.

“espinha no cu” – espinha de peixe????

“to com espinha no cu” – olha o desespero!

“espinha entre as bandas da bunda” – agora sim! Foi mais específico!

“qual remedio caseiro para pterigio” – não sei

“massagem para falta de ar” – melhor procurar um médico, vá por mim.

“vermes criolina” – isso não vai dar certo…

“diazepan com hadol faz mal” – depende do mal que você queira tratar

“o querosene e a esquistosomose” – do jeito que foi pesquisado parece até nome de dupla sertaneja. Será? Vou pesquisar também.

“vejo alucinações” – vixe, esse tá mal. Procure um psiquiatra, não um oftalmologista, por favor.

“jesus curando os doentes” – procure na Bíblia que você vai achar.

“posição fecal” – conheço a posição fetal, que é aquela que o bebê fica dentro da barriga da mãe, agora fecal… Não seria aquela agachado não? Tipo de quem tá cagando no mato?

“jogos de cirurgia na periquita” – porra, jogo maneiro. Alguém sabe o link desse game?

“picada de niquim” – será que ele seguiu o conselho de Boi e usou a periquita de alguém para se tratar? Será que deu certo?

“leite corta o efeito de veneno” – não

“causos sexo” – aqui vai ser difícil de você encontrar esse tipo de causo.

O inferno dos crentes

dezembro 12, 2009

Rapaz, estou morando num lugar privilegiado, com vista pro mar, bem na orla da Barra, bairro nobre de Salvador, onde todos os anos, no mês de fevereiro, o carnaval passa por debaixo da minha janela. Amigos, familiares e até desconhecidos aparecem nesta época para encher a casa de alegria e folia. Puro prazer! Só que hoje, dia que consegui tirar para estudar para a prova de título do CBO, um carnaval fora de época estourou na minha rua. Tem mais de 5 trios elétricos ali fora tocando a toda altura um axé music gospel bem arrombado. Carnaval dos crentes. Pense num inferno que tá isso aqui. Acho que vou ali na Igreja estudar que deve estar mais tranquilo. Fui!

Sabedoria Popular II

novembro 23, 2009

Teve um período da residência de oftalmologia que rolou uma greve nacional dos residentes que durou quase 1 mês. Pra não ficar parado e ainda aproveitar para tirar um extra, aceitei um trabalho no interior de Sergipe, numa cidadezinha chamada Itabaiana, onde passava uma semana inteira atendendo uma média de 40 pacientes do SUS por dia mais 10 cirurgias de pterígio no decorrer da semana. Trabalhei feito um condenado, mas foi bem bacana. Deu pra ganhar uma experiência boa no universo do atendimento pelo SUS. Mas, o melhor mesmo foi o fim de semana seguinte a jornada de trabalho. No retorno para Salvador, resolvi passar por Mangue Seco para ver a tão falada terra de Tieta e acabei conhecendo duas figuras da região: Nequinha (o de bigode) e Boi (o negão). Verdadeiros contadores de história. Não é a toa que são pescadores. Mas, enfim, vai aí uma das muitas histórias que ouvi nessa viagem.

Papo vai, papo vem, entra no assunto um peixe chamado Niquim. Peixe pequeno que tem o costume de viver enterrado em águas rasas, ou seja, nas praias que os banhistas costumam frequentar. Como mecanismo de defesa, tem dois esporões nas costas que, ao ser pisado, perfura o pé da vítima soltando um veneno que, pelas histórias, parece doer demais.

- Rapaz, você não sabe como dói. Eu nunca fui picado não, mas eu já vi esse negão aqui chorando de dor – disse apontando para Boi.
- E como dói! Fica inchado o lugar e fica assim o dia inteiro!
- Eu acho que já atendi uma criança lá em Praia do Forte após uma picada dessas. Não sabia o que era aí perguntei para o nosso segurança que também é pescador e ele me disse que devia ser esse peixe aí. Acabei dando um antinflamatório e pedi para observarem.
- É, no meu caso eu tive que tomar injeção também, mas não resolve muito não. Sabe qual a única coisa que corta na mesma hora o efeito do veneno? Vou te ensinar essa pra você usar nos seus pacientes lá.
- O que?
- É colocar o dedo na periquita da mulher logo depois de ter sido picado. Mas, tem que ser na hora. Depois não adianta mais não.
- Como é que é, rapaz?
- É isso mesmo. Tô falando sério. A periquita da mulher chupa todo o veneno.
- Mas, se a mordida for em outro lugar que não o dedo? Tipo o joelho?
- Aí você pede pra mulher tirar a calcinha e sentar no seu joelho. Tem que dar um jeito de ficar em contato. Eu me dei mal no dia que fui picado porque minha mulher não tava em casa, aí tive que ir tomar injeção. Mas, pode receitar isso para os seus pacientes que é tiro e queda.
- Pô, boi. Acho que não ia dar muito certo eu chegar para o menino e pedir pra ele enfiar o dedo na periquita da mãe. Podia rolar uma confusão boa. Mas, vou guardar para caso eu precisar, hehehe.

Dica de utilidade pública

novembro 22, 2009

Quem nunca se pegou numa situação de urgência fecal em que teve que apelar ao uso de banheiros públicos? Impossível não haver um e vocês devem concordar comigo que não há nada mais desagradável e constrangedor que fazer isso fora de casa. Por mais que você entre no banheiro com aquele pensamento de que não irá fazer nada de anormal, que todo mundo faz e geralmente o faz no banheiro, sempre tendemos a entrar de mansinho e só sair do box após se certificar de que não há mais ninguém no recinto que possa olhar para a sua cara após o trabalho realizado. Fora que a higiene desses banheiros normalmente é terrível. Mas, outro dia descobri um local ideal para se refugiar nessas horas de perigo iminente: o banheiro do cinema. Difícil imaginar outro lugar dentro de um shopping center (principalmente Iguatemi) que seja tão agradável e propício para esta situação. É limpo, frequentado por poucas pessoas (quando comparado ao banheiro fora do cinema) e, o melhor de tudo, tem música ambiente. Ah! Agora descobri a verdadeira finalidade daquela música clássica que fica rolando em um volume ligeiramente alto. Ela abafa qualquer som que você venha a fazer nas suas atividades fisiológicas. Man, sei que isso pode parecer nojento, mas acho até que Ramon devia postar algo desse tipo no blog dele, pois essa dica procede pacas! Se você estiver apertado, sem saber pra onde ir, com medo de tentar ir pra casa e acabar numa merda total, não se desespere mais! Multiplex é a solução!!!

Gol a Gol de cego

novembro 22, 2009

Um dos estágios que tínhamos na época da residência de oftalmologia era o de visão sub normal no Instituto dos Cegos da Bahia. Fiquei surpreso com a estrutura que eles tinham por lá. Tudo muito organizado e os equipamentos eram de primeira linha. Passava as tardes dentro de um consultório com a oftalmologista atendendo criancinhas pequenas, abaixo dos 6 anos de idade, portadoras de cegueira ou visão sub normal. Tínhamos contato também com o trabalho da psicóloga e da terapeuta ocupacional com as crianças e familiares. Um serviço bem completo que dava gosto de ver funcionando.

No meu primeiro dia lá, lembro que tive que atravessar todo o instituto, pois havia parado o carro nos fundos do prédio e não na frente como deveria. Na verdade eu não sabia nem o que era frente ou fundo naquele lugar. Coisa de marinheiro de primeira viagem. Mas, pelo menos, foi válida essa volta que dei, pois tive a oportunidade de testemunhar uma cena interessante.

Eram mais ou menos 14:30h quando cheguei e o pátio se encontrava vazio. Provavelmente os alunos já deviam estar em aula. Mas, no ginásio, 2 deficientes visuais estavam jogando futebol. Filando aula, pensei. Fui lá dar uma olhada. Quem já assistiu a uma partida de futebol de salão para cegos já conhece a bola que eles usam. Ela tem uma espécie de chocalho dentro. Assim os cegos podem se direcionar até a bola usando a audição. E lá estavam os dois, com uma bola dessas, jogando gol a gol. Para quem não conhece esse jogo, se resume basicamente a cada um defender um gol e tentar acertar o gol do adversário com chutes de longa distância, sem poder ultrapassar a linha de meio de campo. Bola pra um lado, bola pro outro. Não preciso dizer que os chutes saíam muito mal direcionados, mas estavam se divertindo. Fui saindo do ginásio quando um dos meninos gritou:

- Foi gol!
- Não, não foi. – respondeu o outro.
- Foi sim.
- Não foi, rapaz. Eu agarrei. Tô com a bola aqui na mão!

Só aí que me dei conta do problema que eles estavam enfrentando. Faltava um juíz com visão, que nem os que apitam os jogos das para-olimpíadas. Pensei em falar “man, eu vi, ele agarrou mesmo”, mas achei que eles poderiam pensar que era algum colega sacaniando e fazendo uma piadinha sem graça para o ambiente. Preferi deixar os dois lá se divertindo e jogando uma partida de gol a gol baseada na honestidade e confiança.

Novela, uma paixão nacional

novembro 18, 2009

Outro dia, em Simões Filho, já estava no meio da tarde finalizando mais um consultório quando chega a vez dos últimos pacientes. Eram duas crianças de pouco mais de 4 anos acompanhados da mãe.

- Boa tarde, senhora.
- Boa tarde, doutor. Trouxe esses dois aqui que tão se arreclamando de muitcha dor de cabeça.
- Opa! E aí rapaziada? Tão enxergando tudo bem na escola? De longe, de perto, de qualquer lugar?
- SIMMMMMM!!! – os dois em coro.
- Jóia. Vamos ver lá.

Medi a acuidade visual dos dois e faltaram umas 2 linhas da tabela para eles conseguirem ler tudo. O grau não seria tão grande, mas já poderia justificar sim uma dor de cabeça. Pedi então que aguardassem na recepção enquanto o colírio para dilatar as pupilas fazia efeito. Uns 20 minutos depois, chamo-os novamente para concluir o exame.

- Bora lá, galera. Bora terminar logo com isso pra todo mundo ir pra casa jogar videogame.
- ÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊ!!!!!

Fui botando o primeiro na cadeira para examinar quando me dou conta que a mãe havia ficado parada do lado da porta. Porta esta semi-aberta, diga-se de passagem, pois ela estava bizoiando pela fresta a novela que passava naquele horário na TV da sala de espera.

- Boa a novela, né?
- Ui, doutor. Que susto! Hihihi. Boa mesmo, essa parte é boa!
- Quer ir lá ver? Pode ir.

Falei meio que automático, mas depois vi que uma mãe não iria deixar seus filhos pequenos numa consulta médica sem acompanhante, né? Bom, mas deixou! Agradeceu e saiu rapidinho, me deixando com os dois pestinhas lá sozinho. E olha que era Vale a Pena Ver de Novo! Já tinha visto. No final, chamei-a novamente para poder das as receitas dos óculos já que deixá-las nas mãos dos meninos seria demais pra mim.

3×4 do SUS

novembro 14, 2009

rg

- Bom dia, dona. Tudo bom com a senhora? Preparada para a cirurgia?
- Oxi, nem me fale, doutor. Já venho esperando por essa cirurgia há tanto tempo…
- É, a gente tarda, mas não falha! Vou providenciar o seu internamento então. Você me passa seu documento, por favor?
- Tá aqui.

Ao pegar o RG da paciente me deparo com uma foto 3×4 onde ela se encontrava totalmente descabelada. Juro que parecia a foto de uma mulher que não batia muito bem da cabeça e que estava sob fortes efeitos de drogas psicotrópicas. Não consegui evitar o comentário. Saiu meio que automático.

- Mas, minha senhora, que foto é essa? Tomou um susto com o flash, foi?
- AHAHAHAH. Doutor, é que na hora da foto passou um vento e levantou meu cabelo.
- Dona Francisca, a senhora é uma figura!

Acreditem. E ela era mesmo. Não devia ter mais de 1,20 m de altura. Conduzindo-a para o centro cirúrgico notei que nós dois, lado a lado, éramos a cena mais bizarra do dia daquele hospital.

 

Paciente Oculto

novembro 14, 2009

medico

Eu acho que já atendi todo o tipo de paciente nesses meus 5 anos de experiência médica. Desde de crianças, adultos e idosos comuns, até aqueles portadores de algum distúrbio mental, deficiência física, cegos, surdos, mudos etc, etc, etc. Mas, essa semana em Simões Filho atendi meu primeiro caso de paciente oculto.

- Seu fulano! Pode entrar.

Quando vejo, uma senhora entra no consultório.

- Oh, desculpa. Acho que errei seu nome. Pensei se tratar de um homem.
- Não, tá certo. É meu filho.
- E cadê ele?
- Ele tá lá fora.
- Pede pra ele entrar então.
- Não. Lá fora da clínica. Na rua. Ele tem medo de médico. É especial.
- Sim, minha senhora. E como você pretende que eu examine ele? À distância?
- Na verdade eu só queria mostrar um exame dele.
- Que exame é?
- De urina.
- Mas senhora, eu sou oftalmologista. Médico de olho.
- Ahhhhhhh meu Deus do céu. A menina lá embaixo marcou errado. Pô, tô esperando um tempão aí fora. Droga…
- Calma, calma. Tudo bem. Antes de mais nada eu sou médico também. Deixa eu dar uma olhada nesse exame. O que que ele estava sentindo para fazê-lo?
- Tá urinando muito fedido.

Vi lá o exame e estava normal.

- Senhora, o exame está normal. Agora, melhor a senhora levá-lo num urologista se essa queixa é tão importante assim. E o médico vai ter que vê-lo mesmo.
- É? Tudo bem. Quero ver como vou fazer agora com ele. Tem uma consulta marcada pra daqui a pouco com o otorrino.
- Ihhhhhh. Boa sorte então.

Óculos Tarja Preta

novembro 14, 2009

negona

E eis que entra um negra de 1,80 m de altura no consultório em Lauro de Freitas.

- Boa tarde, doutor.
- Boa tarde, senhora. Em que posso te ajudar?
- Doutor, é o seguinte. As minhas vista coça e arde. Arde que nem o sol tivesse queimando. E não consigo ler nada de perto.
- Há quanto tempo sente isso?
- Ah, doutor. Eu não sei. É que eu tenho problema de cabeça e eu tomo muitos comprimido. Muitos de vez.
- A senhora sabe que problema é essa que a senhora tem?
- Tenho um pouco de depressão. E nervoso também.
- E qual o remédio que a senhora toma diariamente?
- Eu tomo Haldol, Fenergam, Diazepam e Tegretol. Ah, tomo Amplictil também.

“Caraaalho”, foi o que pensei. Me dei conta que a senhora que estava sentada a minha frente tinha uma cara de muito doida de fato. E tinha aquela voz bem arrastada, típica de quem anda meio dopado por antidepressivos/ansiolíticos, e mantinha a boca meio aberta sempre, cultivando aquela babinha clássica no canto da boca.

- Sim, e essa coceira que você sente, vem mais quando você está lendo?
- É, doutor. Coça de um jeito que dá vontade de arrancar os zóio.

Para um pessoa normal, uma colocação dessas poderia ser encarada numa boa. Mas, para alguém que toma Haldol, Fenergam, Diazepam, Tegretol e Amplictil… Bom, preferi não pagar pra ver.

- Calma, calma, minha senhora. Sente-se ali, então. Bora iniciar seu exame. Consegue me dizer aquelas letras lá?
- Ali é um “Z”.
- E aquelas ali de baixo.
- Ali tá “truvo”.
- Parece que a senhora tá com dificuldade para longe também, né?
- Um pouco.

Faço a refração da paciente e vejo que ela tem um grau de miopia elevado com astigmatismo associado.

- E com esse óculos? Consegue enxergar agora?
- AHHHHHHHHHHHHHHHHH. Tô vendo tudo!

E nesse momento a paciente se empolga e começa a berrar as letras que via.

- CCCCC, DDDDD, EEEEEE, SSSSS, NNNNN, KKKKKK…

Passado o susto do primeiro berro, começo a querer rir daquela cena surreal que estava vivendo com aquela negona de 1,80m de altura, com uma cara de maluca da porra, gritando aos berros as letras projetadas (todas corretas, diga-se de passagem). Bacana seria se ela passasse a falar assim na rua após começar a usar os óculos prescritos. Seria o primeiro caso que conheço de melhora não só a visão, como também a dicção com o uso dos óculos.

CID: ressaca sexual

novembro 13, 2009

ressaca31

- Bom dia, doutor.
- Bom dia. Diga aí, rapaz. Qual o teu problema?
- Eu tô sentindo muita dor no corpo, uma fraqueza danada, dores nas pernas, braços… Tô bem fraco, doutor.
- Tá resfriado? Tosse, febre, nariz escorrendo?
- Não! Não tenho nada disso não. Eu acho que eu exagerei na dose ontem.
- Andou tomando umas, foi rapaz? Perdeu noite?
- Não, não. Eu exagerei na “osadia”.
- Na o que?!?!?
- Na osadia, doutor. No sexo. Muito sexo.
- Humm, sei.
- É doutor, eu mandei ver ontem. Exagerei mesmo e agora eu tô fraco.
- Acontece.
- Não dá pro senhor me passar umas vitaminas aí e um remédio pra dor? O corpo tá doendo mermo.
- Rapaz, vitamina você toma em casa. Bata uns pedaços de frutas no liquidificador com um copo de leite e beba. Agora, quanto a dor, se quiser posso pedir pra enfermeira te dar uma injeção de Voltarem. Quer?
- Vou querer. Tô todo doído.
- Beleza então. Pode ir pra outra sala que a enfermeira vai lá daqui a pouco com a medicação.
- Valeu doutor, você é meu brother! Ah, e tem como me conseguir um atestado?

É mole? O cara passa a noite toda na chuparinagem, no bem bom, ao lado da nega dele, fica com ressaca pós-sexo intenso, e agora vem me pedir atestado? Pô, quando perco noite de plantão, trabalhando, não corro atrás de atestado para faltar no trabalho no dia seguinte, quanto mais se essa noite foi perdida com putêtê ou algo do gênero. A que ponto pode chegar a cara-de-pau do brasileiro, hein?


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